terça-feira, 29 de abril de 2008

Memórias

Foram já muitas as ocasiões em que eu disse que a nossa vida era como uma peça, onde nós somos a personagem principal. Cada momento acaba por representar uma cena no nosso palco e cada pessoa é mais uma personagem ou figurante que faz parte do nosso enredo.

A certa altura, se calhar teremos necessidade de resumir a nossa história para podermos apresentar-nos a outra pessoa. Será então um teste à nossa capacidade de organização de ideias. Na grande maioria das vezes, contamos as recordações que temos mais presentes na nossa memória e acabamos por ocultar certos episódios que praticamente se varreram da nossa mente.

Nós não somos um conjunto de recordações, mas sim um conjunto de vivências e experiências. São os nossos actos e atitudes que nos caracterizam. Aquilo que vivemos foi o que nos tornou naquilo que fomos um dia e nos fez viver nas experiências seguintes. Recordações, boas ou más, são meros filtros que podem acabar por banalizar uma experiência talvez completa mas que a nossa mente encarregou-se de encaminhar para o esquecimento.

No fundo, algo acaba por se esconder de forma consciente ou inconsciente, mas que faz parte da base do nosso ser. Não nos lembramos ou simplesmente podemos não dar o devido valor mas certo é que contará sempre muito para um dia conseguirmos atingir certas metas. Mais que não seja por ter feito parte de todo um percurso...

5 comentários:

Anónimo disse...

"O tempo não é uma corda que se possa medir nó a nó, o tempo é uma superfície oblíqua e ondulante que só a memória é capaz de fazer mover e aproximar."

José Saramago



beijo;)

Anónimo disse...

Mudar o blog era mm óbvio. N era?

Hugo Malcato disse...

E porque haveria de mudar?

Anónimo disse...

Respeito

Hugo Malcato disse...

Não vejo onde possa estar a faltar ao respeito ao que quer que seja...